A força contrária vem tentando me afundar
desde que tomei a decisão,
blefando com o medo, ao me fazer, pra trás, olhar,
quando encarei a ilusão.
Quero rasgar as vestes da minha mente natural.
A saudade atenua na falta daquele grande amor
que renunciei como prova
da minha devoção, a fé é maior que a dor
quando ressurgida da cova.
Quero matar a carne do meu corpo natural.
Luz... destaque em meio as trevas.
Luz... alvo de muita procura.
Sal... tempero pra insipidez.
Sal... conserva todo o sustento.
Outrora abri os meus olhos
espirituais e me converti,
um grande vazio se preencheu
dando gosto na vida pra eu nunca desistir.
Meu tempo afastou todo o ideal
na contramão de uma predestinação.
Nunca alcançaria o motivo real de se viver;
tais passos incertos me levariam a crer
que um mundo opcional é um mundo tão prático;
mas o homem escolhe o que é trágico.
Ao murmurar por dentro me aproximarei
de onde fugi, de um mundo sem razão;
tento nunca sugar o que já vomitei
entre tantos cães que exalam ingratidão.
Uma guerra interior cerca o coração leal.
Olho pra mim...
Vejo que tudo contibuiu pra o bem
do ideal na vida de um predestinado;
ajuntei um tesouro procedente de um sacrifício
no mundo onde nunca serei roubado.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
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