Em mim cresceu um mito
que perfura as entranhas;
tentei desfigura-lo
mas consegui apenas o caos
como a ferrugem...
Este me jogou num círculo
que arde em chamas;
olhando pra cima e pra baixo
notei incontáveis degraus
que se iludem...
Tal mundo imaginário,
obscuro e obsoleto,
me cercou com a maldade
intentando contra a exatidão.
Mas a voz fala mais alto
no imperativo dum arauto.
E o pesadelo se torna real
após um repouso na alcôva
do desespero
com o ocultismo anormal
que cultua uma fé em anedotas
sem tempero.
Nesta febre quero a velha
manta que traz a calma;
já estou estressado
com estas visões funduras
que me ameaçam...
Estou num fio sobre a garganta
que engole a alma;
se olho pra frente ou pra trás,
só noto estranhas criaturas
quem me balaçam...
Quantos dias e quantas noites
terei que encontrar
com a lucidez degolada
pela foice dum ladrão?
Pois a voz fala mais alto
no imperativo dum arauto.
Mas a cabeça é um troféu
pro ser abstrato guiado
pelo vento
que o elva como um réu
apagando sua má fé nas palavras
de alento.
O descanso eterno
só encontrarei numa cova
soterrada pela censura
que imortalizao silêncio?
Protestando contra esta
prepotência sem limites
talvez consiga ressurgir
o que foi usurpado.
A força da lucidez
que me faz enxergar
além dos sonhos...
A força da lucidez
que me joga nos braços
de quem é maior...
Brilho celeste que ilumina
o inferno da vida.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
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