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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O livre arbítrio

Muitos se abalam com a idéia de viver em unidade,
suas aptidões contaminam a sociedade
no falar com o irmão, num discurso decorado
e no fechar da mão que soca o inimigo.

Poucos erguem muralhas em torno do que é racional,
suas ascensões são as provas do irreal
no partir do pão, quando a despensa está vazia
e no pedir perdão mesmo sendo machucado.

Os dois lados da moeda beiram o desconhecido
se a jogarmos para o alto;
um desses, é a noite que incomoda
a investida do amor, investida do amor,
investida do amor num cursar veloz.


Os dois lados da moeda beiram o desconhecido
se a jogarmos para o alto;
o outro, é o dia que amansa
a investida da dor, investida da dor,
investida da dor num cursar lento.

Pode ser que tudo isso até confunda quem se dissimula
dentro de uma fantasia colorida sem ter a cabeça;
muita avidez pra quem é só e não deseja enxergar,
entre solo e o firmamento, o mundo até o horizonte,
preferindo apartar o nó pra poder se esquivar
de qualquer relacionamento.

O livre arbítrio, o livre arbítrio
é garantido a todo ser, a todo ser
que o procura,
(o livre arbítrio, o livre arbítrio)
mas justificar os atos com uma permissão
é suicídio da consciência do que é certo e errado
num precipício criado pela negligência
de crer que existe um Deus que zela pelos seus.

O livre arbítrio, o livre arbítrio
é garantido a todo ser, a todo ser
que o procura.
(o livre arbítrio, o livre arbítrio)
Mas se fazer senhor da sorte irá trazer uma direção?

Muito melhor é deixar a emoção flutuar
até poder enxergar o sol na noite raiar,
quando a lua decair com a força do amor,
do amor, do amor, do amor.

Poucos entendem que a verdade brota do que é irreal,
muitos acham que o umbigo é o centro natural;
aos olhos humanos isso é vã filosofia,
estar cego nos faz enxergar o novo dia.

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